A crise financeira norte-americana tem provocado efeitos negativos nos mercados financeiros de todo o mundo, não só por reduzir drasticamente o volume e elevar o custo das operações nos ercados de crédito (notadamente nos Estados Unidos - EUA), mas também por pressionar a liquidez e derrubar os preços nos mercados de ações.
Quanto aos efeitos da crise financeira na economia norte -americana, parece prematura qualquer avaliação, neste momento. É preciso aguardar as definições das medidas governamentais que serão realizadas no sentido de restabelecer a normalidade nos mercados de crédito, cujo funcionamento é fundamental para financiar o consumo, principal elemento do crescimento econômico dos Estados Unidos (cerca de 70% do seu PIB).
Uma vez normalizados os mercados de crédito, o foco passa a ser o tempo que a economia dos EUA demorará para voltar a apresentar seu desempenho “normal” – crescimento de PIB próximo a seu nível potencial, de cerca de 2,5%. Há possibilidade de que essa recuperação
já se inicie em 2009, contudo, há riscos de que a retomada da economia demore mais do que dois ou três trimestres para começar a ser percebida.
Fundamental a percepção de que para o desempenho da economia mundial, a contribuição dos EUA já vinha sendo, nos últimos anos, menos importante. O desempenho dos países emergentes vem sendo preponderante para a expansão média de 4,5% do PIB mundial nos últimos 5 anos, tendo contribuído com mais de 70% deste crescimento, com uma parcela de 50% da produção total. Importante: a constatação de que os EUA não tem sido a mola propulsora da economia mundial não implica uma avaliação de que seu desempenho não é válido – apenas que, diferentemente de outros momentos, já não é fundamental.
Neste sentido, é indiscutível que a situação atual da economia e da ampla maioria das empresas brasileiras é melhor do que no passado. Quanto aos indicadores econômicos, há uma clara situação de crescimento, estabilidade e confiança, proporcionada não só por reservas em dólar recordes, mas também pela obtenção do grau de investimento – uma confirmação de que o país está mais sólido, rumo ao desenvolvimento.
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