quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O Termômetro de Kanitz

Caros amigos, primeiramente gostaria de agradecer ao enorme reconhecimento que vcs têm prestado ao nosso Blog. Obrigado. E continuem participando. Hj vou falar um pouco sobre o termômetro de insolvência do professor Kanitz (colunista da revista VEJA, MBA em Haward, e professor de Economia), é um instrumento utilizado para rever a possibilidade de falência de empresas. A sua utilização tem sido, via de regra, relativa a empresas isoladas. Procura-se analisar se determinada empresa tem possibilidade ou não de falir, principalmente a curto prazo.
Em seu estudo, Kanitz analisou aproximadamente 5.000 demonstrações contábeis de empresas brasileiras. Após o estudo, ele escolheu aleatoriamente 21 empresas, que haviam falido entre 1972 e 1974, e analisou os balanços referentes aos dois anos anteriores a falência. Utilizou, como grupo de controle, também de forma aleatória, 21 demonstrações contábeis, referentes aos mesmos anos, de empresas que não faliram.
Após analisar e estudar estas empresas, ele criou o termômetro de insolvência, com a
utilização da seguinte fórmula:
(0,05RP + 1,65LG + 3,55 LS) – (1,06LC + 0,33GE)
onde:
0,05; 1,65; 3,55; 1,06 e 0,33 são os pesos que devem multiplicar os índices. E os índices são os seguintes:
RP – Rentabilidade do Patrimônio;
LG – Liquidez Geral;
LS – Liquidez Seca;
LC – Liquidez Corrente;
GE – Grau de Endividamento.

Nos índices foram usadas as seguintes relações:
- Rentabilidade do Patrimônio é igual ao Lucro Líquido dividido pelo Patrimônio Líquido;
- Liquidez Geral é igual ao somatório do Ativo Circulante e do Ativo Realizável a Longo Prazo dividido pelo somatório do Passivo Circulante e do Passivo Exigível a Longo Prazo; - Liquidez Seca é igual ao valor do Ativo Circulante menos o valor dos Estoques dividido pelo Passivo Circulante;
- Liquidez Corrente é igual ao valor do Ativo Circulante dividido pelo valor do
Passivo Circulante;
- Grau de Endividamento é igual ao somatório do Passivo Circulante e do Passivo
Exigível a Longo Prazo dividido pelo Patrimônio Líquido.

De acordo com Kanitz se, após a aplicação da fórmula, o resultado se situar abaixo de – 3, indica que a empresa se encontra numa situação que poderá levá-la a falência.
Evidentemente, quanto menor este valor, mais próximo da falência estará a empresa. Do mesmo modo, se a empresa se encontrar em relação ao termômetro com um valor acima de zero, não haverá razão para a administração se preocupar, principalmente à medida que melhora a posição da empresa no termômetro. Se ela se situar entre zero e – 3, temos o que o Kanitz chama de penumbra, ou seja, uma posição que demanda certa cautela. A penumbra funciona, por conseguinte, como um alerta.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008


Se você olhou para o quadro a esquerda e viu Saturno, é porque tem o controle da situação. Já se você viu Saturno no quadro da direita está descontrolado.A figura consta num estudo dos pesquisadores Jennifer Whiteson, da Universidade do Texas e Adam Galinsky, da Universidade de Northewestern. Segundo o estudo, as pessoas quando perdem o controle da situação tendem a ver mais ilusões e até mesmo a acreditar em teorias conspiratórias.Manter o controle em momentos de pânico pode ser extremamente rentável. Um dos homens mais ricos dos Estados Unidos, Floyd Odlum (1892-1976), construiu uma boa parte de sua fortuna durante a depressão americana após a crise de 1929 comprando empresas baratas. Odlum, vendeu suas ações pouco antes do estouro da crise e, com o dinheiro em caixa, comprou boas empresas que ficaram muito baratas nos anos da depressão americana.Num artigo no The Wall Street Journal, o colunista Jason Zweig, chama atenção para um ponto relevante: como investidor é vital que você separe o que você pode realmente controlar daquilo que está além do seu controle.“A única certeza que você tem é que as ações estão ficando cada vez mais baratas”, diz Zweig. Você não pode controlar o pânico do mercado e saber até onde vai este movimento. Mas pode controlar que resposta dar a esse movimento.

Oportunidades na crise

Braço imobiliário da empresa de leilões norte-americana Sotheby's oferece imóveis no Brasil para investidores estrangeiros. As vendas vão de apartamentos até fazendas no valor de US$ 10 milhões.
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Ministério da Fazenda informou nesta quarta-feira (29) que as empresas que atuam na construção habitacional poderão contar com cerca de R$ 10 bilhões a mais em linhas de capital de giro.
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O mercado não vai parar, o colapso não é econômico, e sim financeiro. Então, àqueles que estão preparados para atender os novos nichos de mercado que surgirão, meus votos de felicitações, pois são os reais visionários empresariais.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A volta !!!

Aproveitando-se de preços historicamente baixos, um movimento de recuperação técnica se desenha nesta manhã nos mercados internacionais. Depois de Tóquio ter subido 6,41%, as bolsas européias encontraram espaço para valorizações. Confira no link ao lado. (BOLSAS DO MUNDO)