"Elementos de um grande Executivo Financeiro: Lucro, Menor Imposto e Quantidade de Dividendos."
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
... e os impactos nas empresas brasileiras.
No âmbito das companhias abertas brasileiras, o que se vê são desempenhos crescentes de vendas e margens de lucro operacionais, além de investimentos elevados, numa clara sinalização de confiança dos empresários no crescimento dos seus negócios, amparados no maior consumo das famílias, e nos gastos das empresas e governo. Em meio à crise financeira e os riscos de desaceleração da economia norte -americana, a questão importante na análise da situação brasileira é: de que forma seremos afetados? Os efeitos da crise financeira na oferta de crédito para as empresas brasileiras poderão ser sentidos no curto prazo, eventualmente ocasionando postergações na realização de investimentos, ou aumentos nos custos para o financiamento das vendas externas. Num contexto de médio prazo, contudo, espera-se que não ocorram problemas. No lado dos negócios, as exportações para os EUA representam cerca de 15% do total vendido ao exterior (eram cerca de 25% em 2000). A ampla diversificação dos produtos vendidos para os EUA é outro aspecto positivo que contribui para reduzir riscos e conseqüências negativas. O fato de que as economias emergentes continuarão apresentando taxas positivas de expansão em 2008 e 2009 (ainda que em níveis inferiores aos dos últimos anos), motivadas por mercados internos com forte crescimento do consumo e investimentos, permite avaliar que as expectativas para os negócios envolvendo matérias-primas – como o petróleo, aço, minério de ferro e celulose – fundamentais para as companhias que investimos, continuarão a crescer, sustentando preços em níveis elevados, ainda que abaixo dos valores recordes. As acentuadas quedas nos preços das ações na Bovespa foram provocadas principalmente pela necessidade de liquidez dos investidores internacionais, que em função das perdas nos seus mercados e resgates de seus clientes, venderam ações brasileiras – e também de outros países – em grande quantidade, rapidamente, pressionando preços para baixo. As relações entre preço e lucro (P/L) estão em níveis bastante baixos, e também sugerem a atratividade das companhias. Vender ações neste momento é algo que se justifica apenas para aqueles que necessitam de liquidez. O investidor, notadamente o de longo prazo, deve analisar este cenário e considerá -lo como um momento de oportunidade.
A crise dos EUA ...
A crise financeira norte-americana tem provocado efeitos negativos nos mercados financeiros de todo o mundo, não só por reduzir drasticamente o volume e elevar o custo das operações nos ercados de crédito (notadamente nos Estados Unidos - EUA), mas também por pressionar a liquidez e derrubar os preços nos mercados de ações.
Quanto aos efeitos da crise financeira na economia norte -americana, parece prematura qualquer avaliação, neste momento. É preciso aguardar as definições das medidas governamentais que serão realizadas no sentido de restabelecer a normalidade nos mercados de crédito, cujo funcionamento é fundamental para financiar o consumo, principal elemento do crescimento econômico dos Estados Unidos (cerca de 70% do seu PIB).
Uma vez normalizados os mercados de crédito, o foco passa a ser o tempo que a economia dos EUA demorará para voltar a apresentar seu desempenho “normal” – crescimento de PIB próximo a seu nível potencial, de cerca de 2,5%. Há possibilidade de que essa recuperação
já se inicie em 2009, contudo, há riscos de que a retomada da economia demore mais do que dois ou três trimestres para começar a ser percebida.
Fundamental a percepção de que para o desempenho da economia mundial, a contribuição dos EUA já vinha sendo, nos últimos anos, menos importante. O desempenho dos países emergentes vem sendo preponderante para a expansão média de 4,5% do PIB mundial nos últimos 5 anos, tendo contribuído com mais de 70% deste crescimento, com uma parcela de 50% da produção total. Importante: a constatação de que os EUA não tem sido a mola propulsora da economia mundial não implica uma avaliação de que seu desempenho não é válido – apenas que, diferentemente de outros momentos, já não é fundamental.
Neste sentido, é indiscutível que a situação atual da economia e da ampla maioria das empresas brasileiras é melhor do que no passado. Quanto aos indicadores econômicos, há uma clara situação de crescimento, estabilidade e confiança, proporcionada não só por reservas em dólar recordes, mas também pela obtenção do grau de investimento – uma confirmação de que o país está mais sólido, rumo ao desenvolvimento.
Quanto aos efeitos da crise financeira na economia norte -americana, parece prematura qualquer avaliação, neste momento. É preciso aguardar as definições das medidas governamentais que serão realizadas no sentido de restabelecer a normalidade nos mercados de crédito, cujo funcionamento é fundamental para financiar o consumo, principal elemento do crescimento econômico dos Estados Unidos (cerca de 70% do seu PIB).
Uma vez normalizados os mercados de crédito, o foco passa a ser o tempo que a economia dos EUA demorará para voltar a apresentar seu desempenho “normal” – crescimento de PIB próximo a seu nível potencial, de cerca de 2,5%. Há possibilidade de que essa recuperação
já se inicie em 2009, contudo, há riscos de que a retomada da economia demore mais do que dois ou três trimestres para começar a ser percebida.
Fundamental a percepção de que para o desempenho da economia mundial, a contribuição dos EUA já vinha sendo, nos últimos anos, menos importante. O desempenho dos países emergentes vem sendo preponderante para a expansão média de 4,5% do PIB mundial nos últimos 5 anos, tendo contribuído com mais de 70% deste crescimento, com uma parcela de 50% da produção total. Importante: a constatação de que os EUA não tem sido a mola propulsora da economia mundial não implica uma avaliação de que seu desempenho não é válido – apenas que, diferentemente de outros momentos, já não é fundamental.
Neste sentido, é indiscutível que a situação atual da economia e da ampla maioria das empresas brasileiras é melhor do que no passado. Quanto aos indicadores econômicos, há uma clara situação de crescimento, estabilidade e confiança, proporcionada não só por reservas em dólar recordes, mas também pela obtenção do grau de investimento – uma confirmação de que o país está mais sólido, rumo ao desenvolvimento.
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